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Muitos afiliados enfrentam a mesma situação: o tráfego chega, os leads parecem existir, mas nas estatísticas o dinheiro não bate com o esperado. Parte das conversões simplesmente não chega ao tracker ou ao painel de análise. Às vezes o problema está nos parâmetros do link, outras vezes os redirecionamentos “apagam” identificadores, e em alguns casos os eventos dentro da plataforma de afiliados estão configurados de forma incorreta.
Em 2026 esse problema ficou ainda mais evidente. As restrições dos navegadores, o bloqueio de cookies e as proteções de tracking em iOS e Android fazem com que o S2S postback se torne praticamente obrigatório na infraestrutura de tracking.
Neste artigo vamos explicar postback o que é, como funciona no marketing de afiliados, quais eventos precisam ser rastreados e como verificar se o tracking de conversões está funcionando corretamente.
Um postback é uma notificação server-to-server (S2S) enviada da plataforma de afiliados para um tracker ou sistema de analytics quando ocorre uma conversão.
De forma simples, o processo funciona assim: usuário realiza uma ação → a plataforma registra o evento → o servidor envia um postback para o tracker.
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Dessa forma o tracker entende qual clique gerou a conversão. Por exemplo:
clique → registro → pagamento → a plataforma envia o postback → o tracker registra o evento.
Esse tipo de tracking de conversões em afiliados é mais confiável do que pixels JavaScript ou eventos do navegador.
Isso acontece porque o postback:
Por esse motivo, hoje a maioria dos afiliados utiliza configuração S2S postback.
Mesmo assim a cadeia de tracking pode quebrar. Os pontos de falha mais comuns são:
Para evitar esse problema é necessário montar uma arquitetura básica de tracking.
Uma estrutura básica de tracking normalmente funciona assim:
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fonte de tráfego → tracker → oferta / plataforma de afiliados → postback → tracker / analytics.
O elemento central dessa cadeia é o identificador de clique. Os mais usados são:

Esse parâmetro é enviado para a plataforma junto com o clique e retorna depois através do postback.
Se o clickid se perder, a conversão não poderá ser atribuída ao clique original.Por isso, no marketing de afiliados é comum utilizar uma estrutura subid, por exemplo: source | campaign | adset | creative | placement.
Assim o afiliado consegue ver com precisão:
Em alguns casos também são enviados parâmetros adicionais como:
Dessa forma é possível construir uma análise completa entre plataforma de afiliados, tracker e fonte de tráfego.
Para entender a economia real de uma oferta, o sistema precisa registrar vários tipos de eventos.
Um dos erros mais comuns de iniciantes no marketing de afiliados é olhar apenas para a quantidade de leads e assumir que isso representa lucro.
Na prática um usuário pode passar por várias etapas antes de gerar receita real. Por exemplo:
Muitos afiliados otimizam campanhas apenas pelo status lead, porque ele aparece primeiro.
Mas a diferença entre lead e paid pode ser enorme.
Por exemplo:
Se você otimizar apenas por leads, pode escalar um tráfego que na verdade não é lucrativo. Por isso a análise correta deve focar nos eventos finais: paid, rebill e refunds.
Para que o tracking funcione corretamente é necessário um identificador único de clique.
Normalmente ele é o clickid ou transaction_id.
Quando o usuário clica no anúncio, o tracker gera esse identificador e o envia para a plataforma. Quando ocorre a conversão, a plataforma envia um postback com o mesmo identificador.
Assim o sistema consegue atribuir corretamente o evento ao clique.

Além do clickid, quase sempre é usado subid, que permite enviar parâmetros adicionais da campanha: source | campaign | adset | creative | placement.
Também é recomendável transmitir outros dados:
Essa estrutura permite analisar o tráfego com muito mais precisão.
No marketing de afiliados existem diferentes formas de enviar eventos.
O esquema mais comum é:
plataforma de afiliados → tracker
O processo funciona assim:
No postback são enviados:
Depois o tracker pode enviar o evento para a fonte de tráfego para ajudar na otimização das campanhas.

A cadeia completa pode ficar assim: fonte → tracker → plataforma → postback → tracker → fonte.
Em alguns casos são usados webhooks em vez de postback. Um webhook também é um evento server-to-server, mas pode acionar ações adicionais, como enviar dados para CRM ou ferramentas de analytics.
Antes de iniciar campanhas é recomendável fazer um teste rápido.
Esse teste leva menos de meia hora e pode evitar muitos problemas.
As causas mais frequentes de perda de conversões são:
Ofertas de assinatura funcionam de forma diferente dos modelos CPA tradicionais, pois o usuário pode gerar vários eventos financeiros. Se o sistema registrar apenas o primeiro evento (por exemplo lead ou trial), grande parte da receita ficará invisível na análise.
Os eventos mais comuns são:
Cada evento deve ser enviado com o mesmo clickid, para que o tracker consiga atribuir corretamente os pagamentos ao tráfego original.
Um postback configurado corretamente é a base do tracking no marketing de afiliados.
Quando a cadeia de eventos funciona de forma incorreta, as conversões se perdem, a análise se torna confusa e o lucro diminui. Por isso é fundamental verificar a transmissão de clickid, os status dos eventos e a ausência de duplicações antes de escalar campanhas.
Dedicar algum tempo para configurar e testar o postback ajuda a evitar perda de dados — e também perda de receita.
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